A Pausa
Ainda há algo que vai fascinando o coração e a razão das minhas gentes. Uma concertina que vai tocando, a espaços, músicas de uma terra distante. Uma rabeca delirante que ecoa o perfume das notas soltas. Uma repentina e brusca mudança de ritmo...uma sedução envergonhada!
Um Código de leis inúteis abruptamente rasgado e assim se nasce...é assim que a vida renasce.
Por uma viela escura, vamos descrevendo uma curva vagabunda, sem a certeza de caminhar sobre terra firme, calcorreando a distância entre o ficar e o chegar.
É com mil graças e de braços bem abertos, no ar, que nos encostamos à porta da taberna, empurrando-a, ávida mas docemente. Quatro ou cinco copos e onze promessas depois, estamos prontos para mudar o mundo e apercebemo-nos que nem sequer é preciso sermos iletrados, ou não termos um bacharel, para sermos considerados operários.
Cá dentro, os músicos da banda vão percorrendo os seus instrumentos, absortos na sua composição e os operários sempre vão descansando...ouve-se um tango.
Lá fora, a música também toca e as leis vão-se aplicando.
Um Código de leis inúteis abruptamente rasgado e assim se nasce...é assim que a vida renasce.
Por uma viela escura, vamos descrevendo uma curva vagabunda, sem a certeza de caminhar sobre terra firme, calcorreando a distância entre o ficar e o chegar.
É com mil graças e de braços bem abertos, no ar, que nos encostamos à porta da taberna, empurrando-a, ávida mas docemente. Quatro ou cinco copos e onze promessas depois, estamos prontos para mudar o mundo e apercebemo-nos que nem sequer é preciso sermos iletrados, ou não termos um bacharel, para sermos considerados operários.
Cá dentro, os músicos da banda vão percorrendo os seus instrumentos, absortos na sua composição e os operários sempre vão descansando...ouve-se um tango.
Lá fora, a música também toca e as leis vão-se aplicando.

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