30.11.04

A queda de um anjo

Meus caros,
Se dúvidas houvesse sobre as minhas capacidades, o dia de hoje desfê-las.
Em apenas dois meses de governação, consegui fazer o que mais ninguém conseguiu.
Comentários? Deixêmo-los para os comentadores políticos.
Mais uma grande vitória para o Komitern.
Viva o Benfica!
Viva a Revolução!
Viva Portugal!

25.11.04

O Império

Pessoa não foi feliz. Ideia estúpida a que transborda do conceito de um nacionalismo esotérico. De uma pátria que de tanto esperar perdeu a fé e a confiança em si. Assim estamos: uma nação hipotecada pela colectiva demanda de um império espiritual.
Um país eternamente adiado, à guarda de brasões e armas envoltos num místico manto de nevoeiro, sempre preso ao culto da viagem. Dez milhões de heráldicos consumidos, dia após dia, pelo mar que tomou, como suas, as caravelas.
Um império tão imenso que, na sua insignificância, se esqueceu das terras e das gentes para lá do Marão.
Um abismo colonial que, teimosamente, insiste em mostrar-se...que, num bafejo deseperado, nos conduziu às manifestações de lenços brancos e aos cordões humanos...a pátria é assim mesmo: do Minho a Timor! Um povo que celebra Lorosae, que festeja os resquícios da nossa fortaleza em mares holandeses e de quem tão rápido se esqueceu.
África deu-nos uma mão mão cheia de errantes que retornaram e que teimam em não regressar. Uns quantos senhores e senhoras - respeitáveis, é certo - que nunca exploraram ninguém. Senhores e senhoras que nunca acabaram a viagem e vão trazendo, na mala, sonhos turvos de um Portugal que não é aqui!
Fala Pessoa de um "inteiro Portugal", "universal perante a cruz". Fala de um Portugal pequeno, sufocado ente o sonho de Ibéria e do regresso às marés. Discorre sobre um Portugal vagabundo, sempre preparado para soltar amarras e partir sem glória.
Chegado é o tempo das nossas gentes olvidarem esse Império imaginado. De se libertarem dos astros e das áfricas. De limparem o sal dos ossos dos seus avós, enquanto os roubam às profundezas dos oceanos calcorreados, e se aperceberem que dessas viagens já só restam os esqueletos.

23.11.04

Andanças

Verificamos que a primeira remodelação, carinhosamente apelidada de "mini" (como a Sagres), foi aceite pelo nosso PR.
O Sô Lopes demonstra um claro desconhecimento do seu Governo: além de fazer referência à Secretária de Estado da Modernização Administrativa (denominação em vigor à época de Guterres), também procede ao convite da Secretária de Estado da Administração Pública para novas funções, quando o combóio já estava em marcha. Fica tudo a meio, como é apanágio do nosso "primeiro".
Depois, vai para a Administração Pública uma gestora que, da matéria, sabe tanto quanto o Telmo Correia de Turismo.
Finalmente, são os seus "mais fiéis" que são premiados... Outros que, rivalizando com o Sô Silva (Gomes da) na limpeza da zona glútea do PM, ascendem a secretários. Infelizmente, de Estado. Nem eles saberão como se comportar.
E assim vai o país, à espera da lobotomia do PR, que lhe permita ver o que se passa nesta província, à beira-mar (sem gozo para o Sporting) plantada.

15.11.04

Piada de mau gosto

O Sr. Lopes diverte-me. Ás vezes, quando discursa na Assembleia da República e discorre sobre a política social do seu governo, imagino-o a despir-se. A tirar, lentamente, o casaco, depois a camisa e as calças. Neste meu delírio, detenho-me na incerteza: o Sr. Lopes usará boxers ou slips? Inclino-me para as cuecas... Sim, sem dúvida, o Sr. Lopes é um homem de cuecas! Aposto que até as tem borradas. Não muito, porque, afinal de contas, também não é um javardo. Tem aqueles borrões carinhosos, de côr creme, não muito acastanhado, que as mães, com uma certa ternura, têm lavar à mão.
Aliás, para ser sincero, o que mais me fascina no Sr. Lopes nem são as suas ideias. Não, o que ele tem de interessante são os pormenores, os pequenos brindes e pérolas que distribui pelos demais. Foi no seu jeito e forma de estar que descobri o encanto deste homem.
Aposto que o Sr. Lopes, quando está sozinho no seu gabinete, coça a pélvis. Mete a mão dentro das calças e scratch, scratch, scratch... Mais, tenho a certeza que se arrepia todo quando a pulseira de couro, com uma placa redonda de prata, roça a zona abdominal.
Ah! Uma das suas melhores tiradas foi quando disse que os professores com horário zero poderiam acessorar os juízes nas suas funções judiciais! É, sem dúvida, um dos tipos mais divertidos que vi por aquelas paragens!
Subitamente, quando me apercebo que as palavras do Sr. Lopes se tornaram lei deixo de lhe achar tanta piada...
De repente, a sua função recreativa secundarizou-se e, como se de uma violenta chapada se tratasse, dou conta da gravidade da situação: o palhaço fugiu do Circo...

12.11.04

Sá Carneiro e Sô Lopes

O Sô Lopes, barbeiro na altura em que Sá Carneiro era activo, ouviu-o muitas vezes quando este último se sentava na cadeira e dizia: barba e cabelo, mas tudo à escovinha...
Depois, lá começava o Sá a falar, enquanto tentava desviar o nariz dos sovacos do Lopes e evitava que este falasse para não se sentir mal com o hálito do barbeiro. E então, dizia coisas sem nexo, jocando com a parca capacidade mental do seu interlocutor:
Oh Lopes, isto o que era giro era ter um governo, uma maioria, um presidente. Não acha? Mas olhe que isto só corria bem se o senhor é que lá estivesse...
Então, o Lopes, que, coitado, acreditava em tudo o que o senhor doutor lhe dizia, lá acreditou que um dia poderia ser uma maioria, um governo e um presidente.
E é agarrado a isto e a outras substâncias menos lícitas, que ele vive desde então.
Ora o Sá foi lixado... Andava o tipo a gozar com o Lopes, mal ele sabia. Se estivesse vivo, de certeza que se arrependia...

De surra

O Engenheiro ontem voltou a falar, como quem-não-quer-a-coisa-e-não-está-obviamente-a-pensar-nas-presidenciais-porque-ele-é-quase-santo-um-sacrificado-em-nome-do-povo-português.
Ninguém se esqueceu dele, tal como ele não se esqueceu de nós. Só por isto devíamos parar... pensar... lamentar... e esquecer...
Com o seu discípulo Sócrates a concorrer às legislativas, pelo menos a direita portuguesa tem mais um candidato...

Aclamação

Hoje tem início o Congresso dos Onanistas Portugueses.
Em causa está a confirmação do Onanista-mor como chefe da manada.
Só espero que ninguém se peide, para que a sala do espectáculo não fique cheia de sémen.